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RSPO - ROUNDTABLE ON SUSTAINABLE PALM OIL

Desde a época dos faraós egípcios, há quase 5000 anos, a palma oleaginosa tem sido uma importante fonte alimentícia para o gênero humano. O óleo chegou ao Egito vindo da África Ocidental, de onde se origina a Elaeis guineensis .
No começo do século XX, esta planta foi introduzida na Malásia como uma planta ornamental e somente foi cultivada comercialmente pela primeira vez em 1917, na Malásia. No Brasil, a palma africana é conhecida por “ palmeira do dendê “ e foi introduzida pelos escravos no século XVI, mas até o final da década de 80 nenhum empreendimento expressivo visando o seu cultivo havia sido implantado no Brasil.

O cenário da produção de palma africana no mundo é permeado por discussões polêmicas e grandes desafios. Esta planta é bastante adaptada a regiões de clima equatorial, habitadas globalmente pela floresta equatorial úmida, bioma bastante ameaçado pelo desmatamento e tradicionalmente alvo de desafios sociais relacionados ao acesso e permanência na terra.

Este bioma está presente na América do Sul, África e região Indo-Malaica. Contém a maior biodiversidade do mundo e constitui-se em habitats endêmicos para diversas espécies topo de cadeia alimentar como onça pintada e pantera (América do Sul), macacos sem cauda como gibões e orangotangos (Ásia), gorilas e chimpanzés (África).

A floresta indo-malaia é a menos conservada devido à agressão milenar em função da alta densidade populacional e cultivo de palma que ocorre nestes países desde o início do século passado. Compreende a costa da Indochina, a costa norte da Austrália, as Filipinas, Nova Guiné, Bornéo, entre outras. A intensidade da desflorestação nestes países é tão intensa que a Indonésia é considerada o terceiro maior emissor mundial de gases de efeito de estufa devido à queima das florestas e uso de solos com turfa que liberam grande quantidade de gás metano.